Dogville

21 outubro 2006 às 11:19 pm | Publicado em Você deve ver | 6 Comentários

Capa do filme DogvilleEmbora eu tenho gostado mais de Dançando no Escuro do que Dogville, o post sobre o primeiro filme foi um prelúdio para este.

Dogville. (Dogville, 2003) A primeira coisa que você deve notar estranho com este filme é o cenário do filme são só marcações no chão, com alguns objetos que caracterizam os ambientes. Muito semelhante a estruturas encontradas em teatros. Coisa de Dogma 95 (há aí também uma influência de Brecht). O som também compõe o cenário, mesmo quando o personagem abre uma porta que não existe, há o ranger da porta. Isso ajuda na imerção. É interessante como depois de um tempo, o fato de não haver um cenário convencional deixa de ter importância e nos deixa mais centrados nos personagens. Tela do filme Dogville
Não é possível para mim continuar a escrever sobre este filme sem fazer revelações sobre o enredo (spoiler).

Tenho minha interpretação sobre este fime. Quando assisti este filme eu assisti até o capítulo 8 e estava me sentindo mal com o filme. Depois que minha namorada me jurou de morte caso eu a fizesse assistir algum outro filme do Lars von Trier eu fui dormir sem assistir ao último capítulo do filme. Até aí nós concordávamos que este era um filme indigesto que mostra um ser humano despído de bons valores e que é capaz de tudo.Tela do filme Dogville

No dia seguinte enquanto minha namorada se arrumava para irmos para o Ceará Music eu aproveitei para assistir o capítulo 9. Para mim tudo fez sentido e que o eu havia achado um filme ruim se tornou um filme até muito interessante.

Embora eu seja atéu, eu vi o filme de uma perspectiva mitológica cristã. O gangster chefe é Deus, respeitado por todos e detentor de um poder supremo. Mais precisamente um Deus vingativo, do antigo testamento. Grace é Jesus, o filho de Deus e quer salvar a humanidade por e para isso é capaz de perdoar todos os seus defeitos (embora no final ela os condene).

Uma outra interpretação para este filme, que eu li e gostei, é que o diretor tenta mostrar sim um ser humano amoral e ruim por natureza, cada personagem com sua fraqueza. Tom, por exemplo, com sua incapacidade de fazer algo. A própria Grace no final se mostra mais cruel que seu pai. Mas a platéia também é um desses personagens. A platéia é instigada a odiar aqueles moradores e sente um alívio sádico quando Grace ordena que todos da cidade sejam mortos.
Tela do filme Dogville Dogville seria uma vila de cães, agindo somente em interesse próprio e por instinto.

O filme sem dúvida é uma crítica aos Estados Unidos, em especial aos habitantes.

Recomendo o filme, mas advirto que é um filme muito pessado, ainda mais que o Dançando no Escuro.

Buscapé: Achei esse DVD, pelo menor preço, aqui.

6 Comentários »

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  1. Bom texto, mas nada inovador. O filme é antigo e todas as suas “descobertas”, sem exceção, já foram apresentadas e discutidas em textos de outras pessoas.

    Que tal assistir o filme de novo e dar um próximo passo, mais profundo?

  2. Obrigado pela crítica João.
    O objetivo deste blog não é ser original ou falar coisas novas sobre filmes novos. No primeiro post do blog eu falo dos meus objetivos e volto à esse tema algumas vezes em outros posts.

    Mas pretendo assitir ao filme novamente quando possível, e ai quem sabe dar um passo mais profundo.🙂

  3. Lars Von Trier é de uma criatividade ímpar. Dogville e Dançando no Escuro são filmes marcantes não apenas por suas histórias cheias de sentimentos (mas nem por isso livres de falhas), mas também pela capacidade do diretor de arrancar interpretações fortes e seguras de suas protagonistas (em especial Björk).
    Gostei do seu blog cara ^^
    o/

  4. Olá, Silveira, obrigada pela sua visita em meu blog, nem que seja para consertar um equívoco que, apesar de não ter sido cometido por mim, dei respaldo. Olha, também fui esse ano a primeira vez a um estádio de futebol (nem falei sobre isso… lembrei agora…), aqui em Portugal, assistir a um jogo do Sporting contra o Paços de Ferreira. Torci pelo Sporting, mas ele perdeu de 1×0. Fiquei chocada! As coisas parecem que perdem um pouco a emoção, não é? Até mais.

  5. Postei um comentário no lugar errado. Ai, ai… sou toda equívocos… Aproveitando o ensejo, também assisti a esse filme, Dog Ville. Achei muito inusitado, inovador e muito interessante. Sou muito suspeita para falar da atriz, que deu um show de interpretação, pois gosto de muita coisa que ela faz. Bem, vou ficando por aqui. Até mais, novamente.

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