Tomates Verdes Fritos

17 dezembro 2006 às 12:44 am | Publicado em Você deve ver | 13 Comentários

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Eu já havia falado rapidamente sobre este filme quando falei que ele foi referenciado no Volver.
Capa do filme Tomates Verdes FritosTomates Verdes Fritos (Fried Green Tomatoes, 1991).Nota 3

Um filme delicado e sensível. Não tem um roteiro fantástico, sacadas inteligêntes nem reviravoltas surpreendentes mas o desenrolar da história é muito bem contado e faz que fiquemos completamente interessados em saber o que vai acontecer, o que é importantíssimo. Este é o grande feito deste filme.

É também um filme desses necessários, que vão alem do supérfluo. O filme aborda o preconceito de gênero de maneira bastante velada, somente com insinuações enquanto que o racial é colocado de forma mais aberta. Porém nenhum destes temas é o foco do filme que é sobre mulheres e suas diversão transformações vividas.

Cena do filme Tomates Verdes FritosO filme tem dois planos cronológicos, um que se passa a 50 anos atrás e outro no presente. O que se passa no presente tem um tom muito didático e isso é um dos pontos negativos do filme enquanto que o plano do passado é bem mais rico e trabalhado.

Um bom filme, de uma bela história, para se ver com toda a família.

(Buscapé: Este filme é fácil de achar bem barato aqui)

Agradecimentos a Deborah que deu este DVD para minha mãe. O

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Happy Feet

12 dezembro 2006 às 2:37 pm | Publicado em Você deve ver | 4 Comentários

Eu havia falado a poucos dias sobre músicais no post e nos comentários do filme do Pequeno Principe. Este filme é justamente o contra-exemplo, de um bom filme infantil que é um músical.

Capa do filme Happy Feet(Happy Feet, 2006). Um ótimo filme infântil com música, sim desta vez dança, com uma boa computação gráfica e muito humor. Não é um filme extraordinário, mas um filme necessário que fala do respeito às diferenças e dos desafios da vida. É um desses filmes que você gostaria que se filho pequeno visse.

Há vários parelelos com os filmes sobre pingüins (o ruim é que em filmes sobre pinguins no gelo não dá para explorar muito as cores). Mas não se engane, não é um filme daqueles infantis bobinhos. Os personagens são muito cômicos, ficando a trupe que fala espanhol o forte do filme, realmente muito engraçado.

Porém há em alguns momentos uma dose de melancolia mas algo colocado com cuidado, para não acontecer como aconteceu em Inteligência Artificial, que até hoje eu não entendi se era para crianças. As músicas do filme, embora eu não conheça a maioria, ficou muito boa, inclusive com muitas mesclagens de música, como no excelênte Moulin Rouge. Também há muita dança, limitada é claro pelo corpo dos pingüins.

Uma ótima fórmula para filme infantil, uma aventura onde você ri e aprende. Assistam.

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O Pequeno Príncipe

8 dezembro 2006 às 11:39 am | Publicado em Você deve ver | 20 Comentários

 

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Capa do Filme Pequeno PrincipeO Pequeno Príncipe, (The Little Prince, 1974). É uma versão do clássico livro de Antoine de Saint-Exupery e isso por si só já daria um grande filme.

O que tem de ruim: O filme foi feito em formato de músical. Eu amo músicais (já citei vários aqui no blog), mas este não é do tipo que eu gosto. As músicas são muito parecidas umas com as outras e sem graça, e as letras contém elementos que fogem um pouco da temática do livro. E por falar em fuga, o filme não mostra vários personagens e passagens chave do livro e ainda os cita sem ter mostrado, ou seja, é necessário ter lido o livro para entender. No inicio do filme você pensa que é porque isso não caberia no filme, mas o filme é curto e metade dele é preenchido por longas cenas de música. Outro problema é que, praticamente, não há dança. Eu acho fundamental haver dança.
Tela do filme Pequeno Principe O que tem de bom: O figurino, principalmente o do Pequeno Príncipe, está muito bom. O avião usado no filme é o mesmo que Saint-Exupery caiu no acidente que inspirou o livro. O trabalho experimental com câmeras olho-de-peixe é interessante. Uma boa exceção da ausência de dança é a cena da cobra, com Bob Fosse.

No mais, o filme só vale a pena ser visto por curiosidade, para quem leu o livro (acho que todo mundo já leu).

Buscapé: Faça assim, compre o livro que esse é obrigatório. O mais barato que achei foi aqui.

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Os Infiltrados

7 dezembro 2006 às 5:00 am | Publicado em Você deve ver | 4 Comentários

Eu não conhecia Martin Scorsese até agora. Conhecia sim os filmes dele, e gostava, gostava muito. Os Bons Companheiros (Buscapé: DVD barato desse filme aqui) é um dos meus filmes favoritos. Gangues de Nova York é um filme que me marcou muito (eu não sabia porque, saber que o filme é dele já me ajuda). Gosto muito desse gênero de filme, de filmes de máfia.

Poster do Filme Os InfiltradosOs Infiltrados (The Departed, 2006). Para descrever esse filme em poucas palavras eu diria: uma obra de arte. O filme é desses que você tem que ir assistir agora.

O roteiro é fabuloso, do jeito que eu adoro, complicado e cheio de sacadas inteligêntes, mas sem cair no artificial e no previsível. As reviravoltas são muito bem colocadas, não ficam aquela sensação de que o diretor “forçou a barra”. As falas dos personagens são muito inteligentes porque os personagens também são bem complexos e muito bem construídos.

A violência é colocada como linguagem e como estética, isso possibilitou fazer um filme com muita violência mas que eu não consigo dizer que é um filme violento. A trilha sonora é fantástica, um pequeno espetáculo à parte, com direito à Pink Floyd, Rolling Stones e John Lennon. A fotografia é recheada de simbolismo, refletindo muito bem a dualidade dos personagens.

A montagem, que montagem, foi fundamental para construir um clima de extrema tensão e suspense. Jack Nicholson foi ótimo, mas ótimo mesmo, mas o impressionante é ele não ofusca os outros atores. Há também muitas referências no filme, é muito divertido encontrá-las.

Tela do filme Os InfiltradosEu fico por aqui porque eu tento escrever textos bem curtos para esse blog, mas é um desafio quando se trata de falar desse filme.

Eu só lhe digo para ir assistir esse filme, nem que seja só uma vez, porque eu estou quase certo de que você vai gostar muito.

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Scarface

27 novembro 2006 às 5:00 am | Publicado em Você deve ver | 9 Comentários

Depois de finalizar o GTA Vice City fiquei com vontade de terminar de assistir o filme Scarface que eu só havia visto pela metade.

Capa do filme Scarface(Scarface, 1983) . Um filme sobre um Tony Montana, imigrante cubano que sobe rapidamente no tráfico de entorpecentes (principalmente cocaína). O personagem é inspirado vagamente em Al Capone, que também tinha o apelido de Scarface. O filme tem a direção de Brian de Palma e roteiro de Oliver Stone.

É um daqueles filmes que entram na sua cabeça rapidamente e na cultura pop. É legal assitir ao filme e ver as muitas referências que o GTA faz a ele. Além disso eu adoro filmes de máfia, não sei porque. Esse é um dos meus favoritos.

Algumas curiosidades, no filme a palavra “f*ck” e suas variações são ditas 223 vezes. São disparados 2,049 tiros no filme. Existe também um jogo do Scarface.

Na esquerda o jogo Vice City. Na direita o filme Scarface.

Comparação

Recomendo este filme para quem gosta de filmes de máfia ou quem jogou Vice City.

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Sexo Frágil

23 novembro 2006 às 5:00 am | Publicado em Você deve ver | 12 Comentários

 

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LogoÉ bem verdade que não se aproveita muita coisa na televisão mas há felizes excessões. Esta série, criada por Luis Fernando Verissimo e adaptada por Guel Arraes (diretor de Lisbela e o Prisioneiro, Caramuru e O Auto da Compadecida) para a televisão, era um quadro do Fantástico e acabou virando uma série de duas temporadas com o total de 20 episódios.

Tela do seriadoEu não tenho idéia de quantas vezes eu já assisti todos os episódios de Sexo Frágil, e como eu tenho a memória fraca eu ri muito todas as vezes. Cada ator interpreta pelo menos dois personagens, sendo um masculino e outro feminino. As situações são sobre relacionamentos e sobre o universo masculino, acompanhando a história de quatro amigos. A série tinha no elenco principal Lázaro Ramos (Fred/Priscila), Wagner Moura (Edu/Magali), Bruno Garcia (Alex/Vilminha) e Lúcio Mauro Filho (Beto/Gertrudes) e com a presença especial de Zéu Brito (Carniça, o ator e compositor também é responsável por muitas das músicas e poemas da série).

Tela do seriadoFica a saudade da série mas a satisfação de ter vista uma obra completa, no final já pendia bastante para um meta-seriado, que acabou sem passar por um período de declínio. Recomendo fortemente para quem gosta dos textos do Luis Fernando Veríssimo (e quem não gosta?) que você compre este DVD ou procure os episódios na internet (é possível achar quase todos os episódios em redes p2p) .

Extra: “O Destino de Miguel”, uma brincadeira de redublagem deles, no youtube.

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Má Educação

21 novembro 2006 às 6:00 am | Publicado em Você deve ver | 1 Comentário

Capa do filme Má EducaçãoMá Educação(La Mala Educación, 2004). Um filme do Almodóvar que eu gosto muito principalmente por conta de seu roteiro complexo e bem elaborado. São várias histórias, uma dentro da outra, sendo uma a realidade e as outras filmes e relatos. É também um desses filmes onde você tenta adivinhar o que está acontecendo. Em termos de complexidade me lembra muito Amnésia.

O próprio Almodóvar descreve o filme como noir e revela que muito de suas lembranças estão neste filme embora ele não seja uma auto-biografia. É uma crítica, cheia de simbolismos, à igreja católica.

Tela do filme Má EducaçãoÉ um filme denso, com uma ótima fotografia, bem mais despído da paleta de cores viva de Almodóvar, mas bastante rico na história. Assistindo este filme novamente ontem, gostei mais do Volver, por conta do humor. Um detalhe interessante é que neste filme quase não aparecem mulheres enquanto em outros filmes dele quase não aparecem homens.

É um filme que eu recomendo principalmente para quem gosta de roteiros complexos.

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Volver

19 novembro 2006 às 12:13 pm | Publicado em Você deve ver | 6 Comentários

Poster do filme Volver(Volver, 2006). Mais um filme belíssimo e muito inteligênte de Pedro Almodóvar. O roteiro do filme gira em torno da feminimilidade e da morte, dentro de um contexto, como em todo filme de Almodóvar, de situações extremas

Eu sou só elógios para este filme. Os diálogos são muito bem elaborados de uma forma que deixam o filme muito engraçado, divertidíssimo. As atuações estão estupêndas. A fotografia está linda, os cenários cheios de belíssimas cores, que são uma marca fortíssima do filme

Este é um filme de mistérios, como em Má Educação, e é aqui que fica minha única crítica negativa do filme. Este é um tipo de filme que você fica tentado adivinhar o que aconteceu na história anterior à contada pelo filme. O problema é que há pistas demais eTela do filme Volver no fim do filme já era possível se supor tudo e as explicações se tornam um tanto redundantes. Mas há quem pense diferente. Diferente dos outros filmes de Almodóvar, este não tem tanta sexualidade, o tornando mais acessível para os mais recatados.

É um filme que eu recomendo fortemente. Acho que você deve ir correndo para o cinema assistir este filme. É impossível assisti-lo e não morrer de vontade de aprender espanhol.

Tela do filme VolverSpoiler: Depois que Raimunda decide abrir o restaurante fica a impressão que para se livrar do corpo de seu marido ela vai cozinha-lo e servi-lo no restaurante, como em Tomates Verdes Fritos. A cena que vem logo em seguida é ela comprando tomates na feira. Há também algumas críticas bem rápidas à igreja.

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Super Size Me

16 novembro 2006 às 6:00 am | Publicado em Você deve ver | 2 Comentários

Porter do filme Super Size Me(Super Size Me, 2003). Esse documentário/reality-show fala do problema da obessidade nos Estados Unidos e da influência das redes de lanchonete nesse problema.

O filme apresenta Morgan Spurlock(que também é o diretor) passando 30 dias comendo somente no McDonald e todo o impacto  fisiológico e psicológico que isso tem sobre seu corpo. Eu não como no McDonalds há uns 6 anos por conta de um boicote mas começei assistindo este filme com ceticismo, achando que era injusto culpar as redes de lanchonete pela obesidade das pessoas. Eu terminei de ver o filme com outra opinião.

Tela do filme Super Size MeO filme faz em vários momentos um paralelo da industria alimentícia com a industria de tabaco. O comparação é muito feliz porque revela muitas similaridades, como o lobby exercído por essas industria e a falsa  impressão que você tem o livre arbítrio na hora de comer ou de fumar.Tela do filme Super Size Me
Os padrões de consumismo nos EUA fazem que com as porções de comida lá sejam imensas. Há copos de refrigerante de 1 litro, pacotes de meio quilo de batata frita e por ai vai. É algo impressionante. Terminado o filme a primeira coisa que eu fiz foi procurar uma maçã para comer. Recomendo este filme.

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Sr. e Sra. Smith

13 novembro 2006 às 7:00 am | Publicado em Você deve ver | 4 Comentários

Na locadora, ao escolher um filme, eu digo ao meu irmão:

-Ei, eu estou afim de assistir o Má Educação de novo, vamos alugar?
-Não. O último filme que você escolheu foi uma merda. Vamos alugar este.

Como eu não podia discodar, foi assim que levamos este filme.

Poster do filme Sr. e Sra. SmithSr. e Sra. Smith. (Mr. & Mrs. Smith, 2005). Um filme de ação estrelado por Angelina Jolie e Brad Pitt. O filme conta a história de um casal de agentes secretos que vive um casamento em crise mas nenhum sabe do trabalho real do outro. Um dia eles acabam atrapalhando um ao outro na missão de matar o mesmo alvo e agora tem que cada um tem que matar o outro.

Um típico filme de ação hollywodiano, onde entre um tiro e outro cada personagem faz uma piadinha de humor duvidoso. Mais ou menos como em Power Rangers, mas sem as roupas coloridas e os monstros gigantes. Mas como o filme tem alguma dose de humor negro, ele tem seus momentos. Um ótimo filme se você quer ver um filme que se limita a superficialidade de um entretenimento básico que não explora os demais elementos do cinema.

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